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quinta-feira, janeiro 18, 2007

Remédios Homeopáticos


A automedicação, decisão de tomar remédios para as mais variadas doenças sem orientação médica, é totalmente condenável. Coibir essa prática, porém, não é tarefa das mais fáceis, visto que, se entrarmos numa farmácia e pedirmos um remédio para dor de cabeça, o vendedor nos fornecerá pelo menos cinco opções: comprimidos grandes, pequenos, amarelos, brancos, cor-de-rosa, com preços igualmente variáveis. Mas como se sabe que esses remédios são realmente indicados para dor de cabeça – um sintoma associado a muitas doenças, que vão desde a dengue até a meningite, passando pela gripe? É só ler a bula.

Uma característica do remédio alopático é, de fato, a presença de bula, que informa, e muito bem, as propriedades do remédio, mas numa linguagem direcionada para os médicos. O leigo, ao consultá-la, com certeza será induzido ao erro, pelo desconhecimento do significado da terminologia usada. Tomar um remédio para dor de cabeça sem saber a sua causa poderá, por exemplo, levar a uma dor de estômago ou, o que é pior, mascarar a moléstia real em curso.

Quando utilizamos a medicina homeopática para tratamento, uma das coisas que nos chama a atenção é a ausência de bula nos frascos de remédio. A Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas divulgou panfletos, em excelente trabalho de esclarecimento, explicando que o frasco de medicamento original e manipulado de acordo com a prescrição médica, deve conter:

1) A identificação do nome do estabelecimento (farmácia), com endereço, cidade, Estado e CNPJ – para garantir ao paciente que se trata de uma empresa que obedece as normas legais.

2) Nome do farmacêutico responsável e seu número de inscrição no Conselho Regional de Farmácia, assim como o nome do médico que fez a prescrição e seu competente registro no Conselho Regional de Medicina.

3) Nome do medicamento (por exemplo, Arnica montana); a potência (quantidade de vezes que o remédio foi dinamizado), que é indicada por um número; e o método de dinamização, o qual é representado por uma ou duas letras, em geral CH (centesimal hahnemanniano). Isso fica assim estampado no rótulo do frasco: Arnica montana 3 CH.

4) Fórmula farmacêutica, ou seja, glóbulos, tabletes, cápsulas, papéis, líquido; veículo, que pode ser sacarose (açúcar de cana) ou lactose (açúcar do leite), para a forma sólida, ou uma solução hidroalcoólica, para os líquidos; discriminação no rótulo do peso em gramas ou do volume em mililitros. Em relação à forma de apresentação, alguns critérios devem ser observados, considerando-se que pessoas diabéticas ou sensíveis à lactose devem preferir líquidos. Já pacientes com restrição de ingestão alcoólica devem preferir a forma de tabletes, glóbulos, papéis ou cápsulas.

5) Data de manipulação, isto é, quando o remédio foi fabricado, e sua validade (até quando o medicamento pode ser utilizado).

6) Via de administração (se de uso externo ou interno – para beber, mastigar, engolir)

Diante de qualquer dúvida, o farmacêutico tem a orientação de contatar o médico do paciente imediatamente.

Como se pode perceber, diante de todos esses cuidados, a automedicação torna-se bem mais difícil.

O grande norte da medicina homeopática é, na verdade, a individualização, que não mantém o foco nas doenças, mas sim nas pessoas que apresentam desequilíbrios e que, por isso, têm a saúde debilitada. Em homeopatia, não existe dor de cabeça pura e simplesmente, mas sim dor de cabeça que faz os olhos lacrimejarem, dor de cabeça do lado direito, dor de cabeça em salvas, dor de cabeça que aumenta com a luz, dor de cabeça após as refeições, etc. Cada uma delas requer um remédio específico. É por isso que o médico homeopata dedica muita atenção a todos os sintomas relatados pelo paciente, pois eles traduzem uma reação individual reveladora.

Para um diagnóstico correto é preciso investigar o corpo físico, a alimentação, os hábitos pessoais, o lado psicológico, os desejos, a filosofia de vida, o ambiente familiar e profissional do paciente. Quanto mais informações, maior a possibilidade de um resultado positivo rápido. É comum dizer-se que o tratamento homeopático é mais lento que o alopático. Isso, porém, não é verdade, já que cada paciente tem seu tempo próprio para reagir aos medicamentos.

De qualquer maneira, o paciente também precisa fazer a sua parte. Ele deve, por exemplo, tomar os remédios nos horários prescritos. Se precisar seguir algum tratamento alopático, tomar uma vacina ou utilizar qualquer tipo de pomada, ungüento, creme, óleo ou pasta, ele deve ligar antes para o homeopata.

Como os medicamentos homeopáticos não apresentam efeitos colaterais ou reações adversas, caso surjam sintomas diferentes após o início do tratamento, o paciente não deve ficar esperando o retorno da consulta para relatar o ocorrido ao médico, mas informá-lo logo para receber a devida orientação.

Alguns outros cuidados também devem ser observados, como evitar ou diminuir a ingestão de qualquer tipo de estimulante, caso do café e do chá- mate, por exemplo. Bebidas alcoólicas também devem ser evitadas, principalmente as destiladas, como aguardente, gin, uísque e vodca. A ingestão moderada de vinho ou cerveja, para quem está habituado, precisa ser autorizada pelo médico.

Recomenda-se não usar qualquer produto, seja de uso pessoal ou de limpeza doméstica, que contenha cânfora em sua fórmula, porque ela poderá anular a ação do medicamento homeo-pático.

É importante que, ao buscar a homeopatia, seja estabelecido um relacionamento de confiança, segurança e respeito entre paciente e médico, pois a mudança do profissional de saúde, no meio do tratamento, reinicia a pesquisa do diagnóstico. Além do mais, os sintomas inicialmente referidos podem ter-se alterado, o que dificulta a nova avaliação e leva a prescrições equivocadas.

Se o que levou o paciente a procurar um homeopata não é o desejo de substituir o tratamento alopático, então, o diálogo é fundamental, porque há um período muito especial em que, gradativamente, a medicação alopática é suspensa e a homeopática, introduzida.

A maneira de tomar o remédio deve seguir exatamente a prescrição do médico, pois ele sabe a forma mais eficiente para cada caso. Se a recomendação é para que seja tomado o medicamento em jejum, isso significa que a ingestão deve ser feita 30 minutos antes de qualquer alimento ou outro remédio. Se é para dissolver os glóbulos na língua, não se deve beber água junto. Quando o remédio pode ou deve ser tomado com água, o médico faz referência a essa situação na receita.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Homeopatia X Florais de Bach

Erward Bach
Muita gente confunde os Florais cde Bach com Homeopatia. Edward Bach era um médico homeopata inglês, e criou um sistema novo de tratamento, usando flores.

Os Florais de Bach - preparados líquidos e naturais, feitos a partir de flores de arbustos e árvores silvestres - não são iguais aos remédios homeopáticos. Veja as diferenças:

# Na Homeopatia, forma terapêutico-médica de tratamento que estuda o corpo como um todo e não trata as doenças ou sintomas isoladamente, há vários níveis de diluições de remédios. Nas essências florais, há somente um nível de diluição;

# A Homeopatia trabalha com os três reinos: mineral, vegetal e animal. As essências florais trabalham apenas com o reino vegetal;

# A Homeopatia pode agir no físico, no mental e no emocional. As essências florais atuam especificamente no emocional (refletindo em outros corpos ou níveis).

# Os remédios homeopáticos são prescritos pelo princípio da semelhança. Por exemplo: o veneno de abelha (apitoxina) causa inchaço e irritação na pele e é usado homeopaticamente para tratar sintomas parecidos, como alergia.
Já a prescrição dos Florais de Bach é mais intuitiva. O terapeuta tem que detectar o problema emocional do paciente, para receitar os florais.

Fontes: Flávio Dantas, clínico geral, com formação homeopática, e Josef Karel Tlach, terapeuta floral e ex-professor da Fundanção Edward Bach, da Inglaterra.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Homens não são ratos


A revista médica British Medical Journal publicou em sua edição de 15 de dezembro ( http://www.bmj.com/cgi/content/abstract/bmj.39048.407928.BEv1?maxtoshow=&HITS=10&hits=10&RESULTFORMAT=&fulltext=animal+experiment&andorexactfulltext=and&searchid=1&FIRSTINDEX=0&sortspec=relevance&resourcetype=HWCIT ) um artigo que mostra diferenças entre os resultados de experimentos com medicamentos em ratos e humanos. Em alguns dos medicamentos testados o efeito em homens foi oposto ao obtido em ratos.
Enquanto isso, um dos pilares da HOMEOPATIA é experimentar os medicamentos em pessoas saudáveis. Funciona assim: um grupo de pessoas saudáveis toma um remédio durante um prazo e observa e anota tudo de diferente naquele período. Depois os resultados de todos são comparados e anotados os resultados similares. Com isso, ficamos conhecendo o efeito que aquela substância pode causar numa pessoa. E como o princípio da HOMEOPATIA é "Curar o semelhante pelo semelhante", quando alguma pessoa doente apresenta aqueles sintomas da substância, esta substância será capaz de curar sua doença. Esta é uma diferença radical da HOMEOPATIA em relação à alopatia!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

O quê e onde estudei

Sou médico atendendo no Rio de Janeiro e em Nova Friburgo (RJ) , trabalhando com Medicina Homeopática, Acupuntura Médica e Psicoterapia baseada na Biografia Humana.

Natural de São Gonçalo (RJ), nasci em 1965, estudei no Colégio Municipal Presidente Castello
Branco até a oitava série. Fiz o Ensino Médio (no meu tempo chamava-se Segundo Grau) em Niterói, no Instituto Gay-Lussac. Passei no Vestibular para Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde estudei até 1989.

Em 1987, ainda durante a Faculdade, entrei para a Escola de Psicanálise de Niterói (já destruída por sucessivas dissidências), onde participei do curso de formação de Psicanalistas por 2 anos.

Após graduar-me como médico, porém, decidi trabalhar como Pediatra (especialidade em que fiz internato), abandonando a prática de Psicanalista. Devo a meus estudos em Psicanálise a capacidade de ouvir os pacientes de forma a reconhecer o que necessita ser tratado em cada caso.

Em 1993 fui aprovado no Concurso para Título de Especialista em Pediatria, da Sociedade Brasileira de Pediatria, tornando-me Especialista em Pediatria.

Em 1990 comecei o Curso de Especialização em Homeopatia da Sociedade de Homeopatia do Estado do Rio de Janeiro (SOHERJ), mas, após 1 ano, resolvi mudar para o curso do Instituto Hahnemanniano do Brasil (IHB), a mais tradicional escola de Homeopatia do país, fundada há mais de 100 anos, onde concluí em 1993.

Em 1994 participei do Curso de Fitoterapia promovido pela AFHERJ (Associação de Farmacêuticos Homeopatas do Estado do Rio de Janeiro).

Em 1997 fui a Kathmandu, no Nepal, onde trabalhei voluntariamente no Himalayan Healing Centre, fundação assistencial mantida pelo Lama Gangchen Rimpoche. Nessa oportunidade, entrei em contato com diversos ramos da Medicina Oriental, como Medicina Ayurvedica, Medicina Tibetana, Yogaterapia, … e fiquei fascinado pelos métodos usados e resultados obtidos em muitos, milhões mesmo, de pacientes. Fiz diversos cursos lá e, desde então, estou destrinchando os detalhes nas dezenas de livros que comprei lá (não sou rico, os livros lá no Nepal e na Índia são baratos demais!), tiro as dúvidas (que não são poucas) com os meus professores de lá (Dr. Rajesh e Dr. Koiralla). Contudo, o que mais ficou desta experiência foi a forma de atender o paciente, como um ser humano integral, que sente dor, que sente emoções, que tem doenças orgânicas mas continua sendo uma pessoa que sofre.

Em 1998 comecei a Pós-Graduação em Acupuntura e Eletroacupuntura na ABACO (Academia Brasileira de Arte e Ciência Oriental), no Rio de Janeiro, tendo concluído em agosto de 2000.

Em 2000, participei de um curso de introdução à Antroposofia, promovido pelo GAIA – RJ (Grupo de Iniciativas Antroposóficas do Rio de Janeiro). Voltei em 2006 para fazer o curso de Fundamentação em Antroposofia.

A partir de 2000 comecei a participar do workshop do GEHSH (Grupo de Estudos Homeopáticos Samuel Hahnemann), no Rio de Janeiro, sob a coordenação do “Tio” Aldo Farias Dias, um Mestre no sentido mais amplo da palavra! E participei do workshop até dezembro de 2005. Sinto falta…

Em 2005, trouxemos o “Tio” Aldo para um Seminário em Nova Friburgo, e isso gerou um grupo, que batizamos de Hydrogenium, pelo desejo de ser um com o todo, e estamos reestudando os medicamentos homeopáticos pela Abordagem Sistêmica e fazendo patogenesias.

Desde 2005 participo do curso de Formação em Terapia Biográfica, promovido pelo Núcleo de Formação Biográfica de Minas Gerais, sob a coordenação das professoras Angélica Justo e Berenice von Rückert. Com este curso, retorno às origens de minha carreira, quando meu interesse principal era a Psicanálise.

Em 2006 iniciei uma outra especializalização em Plantas Medicinais, desta vez na UFLA (Universidade Federal de Lavras).

Sou professor de Acupuntura no curso de Pós-Graduação em Acupuntura do Instituto Flor de Lótus, em Nova Friburgo.

Meu trabalho, além de lecionar, é realizado basicamente em consultório médico, com Homeopatia, Acupuntura e Psicoterapia. No fundo, sou um Clínico Geral à moda antiga, que atende pacientes com as mais diferentes queixas, como alergias, doenças reumáticas, depressão, problemas emocionais, nenéns com cólica, refluxo, etc. Isto torna minha prática sempre dinâmica, porque eu nunca sei que tipo de queixa me aguarda quando eu chamar o próximo paciente, a única certeza é que eu vou atender uma PESSOA que sofre e quer solução para seus sofrimentos.

Endereços de Atendimento:

Rua Uruguaiana, 39, 3º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ

Tel: (21) 2224-3975

Praça Marcílio Dias, 56 - Centro - Nova Friburgo - RJ

Tel: (22) 25239342

E-mail: marceloguerra@gmail.com

quarta-feira, abril 19, 2006

Do diagnóstico ao caminho para gerenciar a melhora do paciente

"Quanto menos tempo o médico passa com seus pacientes, mais exames ele solicita e alguém lucra. Com certeza não é nem o médico nem o paciente."

...O paciente, órfão de orientação adequada, acredita piamente na mídia (rádio, tv, revistas semanais, jornais, etc) e às vezes chega no consultório do médico com diagnóstico feito e pedidos de exames solicitados (por ele mesmo) e geralmente querendo utilizar o aparelho de última geração que apareceu no Fantástico, domingo à noite.

A homeopatia é diferente. É paciente centrada. O médico não “cura” o paciente. Ele co-participa do processo de cura de seu parceiro que está doente. Muito mais do que um especialista que diz ao paciente o que deve ou não deve fazer, o médico homeopata é um consultor de saúde que diagnostica através dos sintomas do doente um caminho para gerenciar sua melhora.

Dr. Heidwaldo A. Seleghini - Presidente da Associação Médica Homeopática Brasileira (1998/2002) - São José do Rio Preto-SP