sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Agenda de Terapia Biográfica

"Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda”. Carl Gustav Jung

Fevereiro

Continuam as entrevistas prévias para interessados em participar dos grupos de Terapia Biográfica. Marcar pelo e-mail marceloguerra@terapiabiografica.com ou pelo telefone (22)8112-4983.

16 de Fevereiro: início do seminário Tecendo o Fio do Destino, no Centro Educacional Vale Encantado, em Duas Barras (RJ), às 14h. Não há mais vagas! Se tiver interesse, entre em contato para ser avisado do próximo seminário.

21 de Fevereiro:
início do grupo 1 de Terapia Biográfica. Horário: quintas-feiras às 18:30h, quinzenalmente. Inscreva-se já!

22 de fevereiro: início do grupo Compartilhando Histórias de Vida, para pessoas da terceira idade. Horário: sextas-feiras às 13:30h, quinzenalmente. Inscreva-se já!

sábado, novembro 03, 2007

Aqueles que já se foram...




O meu amor esteja contigo na região do espírito.

Deixe encontrar a tua alma

Pela minha que procura

Deixe suavizar o teu gelo

Pelo meu pensamento da tua essência

Assim estamos ligados

Eu contigo

Tu comigo.

Como alma eu não estou na Terra,

Porém na água, no ar e no fogo;

No meu fogo eu estou nos planetas e no Sol.

No meu ser solar

Eu estou no céu das estrelas fixas.

Como alma eu não estou na Terra,

Porém na luz, verbo e vida.

Na minha vida, eu estou no interior

Do Ser planetário e solar:

No espírito da sabedoria.

No meu ser de sabedoria

Eu estou no espírito do amor.

Nenhuma barreira pode separar

Aquilo que mantém unido no espírito

O resplandescente

E radiante amor

Eterno liame das almas.

Como estou eu na tua memória

Assim estejas tu na minha.

(Rudolf Steiner)

Uma exposição em Managua, do artista da Costa Rica, Guillermo Habacuc Vargas, expôs um cão vira-lata, que uns garotos pegaram na rua imediatamente antes da exposição, preso a uma corda curta, num canto da parede. Ele não foi alimentado por ninguém, apesar de na parede haver uma frase escrita com ração para cachorro. Apesar de pedidos para soltá-lo, o artista não concordou. O cachorro era chamado de Natividad, e morreu no dia seguinte à inauguração. A exposição tinha o objetivo de mostrar como podemos morrer de fome apesar da proximidade da comida. Mas fica a pergunta: a arte tem o direito de ser cruel?

Guillermo Habacuc Vargas foi o artista escolhido para representar o seu país na "Bienal Centroamericana Honduras 2008".

Existe uma petição onde é pedido que ele não receba este prémio. Por favor assinem preenchendo o Nome, email, Localidade e País.

Clique aqui para assinar a petição.


Mais detalhes da exposição.

A Arte Tem o Direito de Ser Cruel?


Uma exposição em Managua, do artista da Costa Rica, Guillermo Habacuc Vargas, expôs um cão vira-lata, que uns garotos pegaram na rua imediatamente antes da exposição, preso a uma corda curta, num canto da parede. Ele não foi alimentado por ninguém, apesar de na parede haver uma frase escrita com ração para cachorro. Apesar de pedidos para soltá-lo, o artista não concordou. O cachorro era chamado de Natividad, e morreu no dia seguinte à inauguração. A exposição tinha o objetivo de mostrar como podemos morrer de fome apesar da proximidade da comida. Mas fica a pergunta: a arte tem o direito de ser cruel?

Guillermo Habacuc Vargas foi o artista escolhido para representar o seu país na "Bienal Centroamericana Honduras 2008".

Existe uma petição onde é pedido que ele não receba este prémio. Por favor assinem preenchendo o Nome, email, Localidade e País.

Clique aqui para assinar a petição.


Mais detalhes da exposição.

Adote uma Criança, Mude um Destino




A AMB, Associação dos Magistrados do Brasil, lançou uma campanha para estimular as adoções em todo o Brasil, através da sensibilização dos juízes para agilizarem os processos. A campanha chama-se Mude um Destino.

O problema da adoção se agrava quando as crianças têm mais de um ano de idade, são negras, têm irmãos na mesma situação ou apresentam algum problema de saúde. Segundo a advogada Roberta Avisato , 70% dos casais presentes no cadastro nacional dos Juizados da Infância e da Juventude procuram meninas brancas, de até seis meses. A especialista atua na área Trabalhista, mas começou a defender casos de adoção, por conta de uma experiência pessoal: ainda noiva, encantou-se com um menino num abrigo para menores e ganhou na Justiça o direito de protegê-lo. Ela conta que apenas 5% dos processos de adoção que ocorrem no estado de São Paulo são realizadas por pais que podem ter filhos, mas optam por acolher uma criança.

Segundo a advogada, o primeiro passo de um casal que pensa em adoção é procurar a Vara da Infância e da Juventude de sua cidade e realizar o cadastro de adoção. Eles vão passar por entrevistas, terão seu perfil social traçado, vão apontar as características da criança de que gostariam e será aberto o processo. Quando alguma criança que atenda aos dois perfis aparecer no cadastro, eles serão chamados para conhecê-la.

Francisco Oliveira Neto, juiz da Vara da Infância e da Juventude de Florianópolis (SC), membro da Associação dos Magistrados Brasileiros e coordenador da campanha Mude um Destino da AMB, o número de adoções poderia ser maior caso diminuíssem as exigências dos casais.

- Não é a burocracia do Estado que atrasa os processos de adoção. Nos juizados, temos um livro de cadastro de pais que se dispõe a adotar e outro com as crianças dos abrigos. Fazer esse casamento é a parte mais difícil - explica Franscisco Oliveira Neto.

O juiz reforça que não há custos para o casal com o processo de adoção - a menos que eles queiram contratar um advogado particular - e que, uma vez dada a sentença, a decisão da Justiça é irrevogável: os pais biológicos perdem seus direitos sobre a criança e a identidade da família que a adotou é mantida em sigilo.

- Cumprir os procedimentos legais é a melhor forma de se proteger e dar segurança à criança. Muitos pais biológicos iniciam um processo de coação ou extorsão por sentirem que quem adota contrai uma espécie de dívida com eles - alerta.

Se as mães biológicas têm nove meses para se preparar para a chegada do bebê, com as mães adotivas o tempo de espera é incerto e cheio de dúvidas. A psicóloga e professora da PUC-RS Iraci Argimon, orienta os casais a terem uma decisão bem amadurecida, antes de procurar uma criança:

- Enquanto houver dúvidas, converse. Se o diálogo entre o casal não for suficiente, procure um especialista. Isso é um respeito com eles mesmos e com a criança - alerta. - Ela não deve vir para segurar nenhum casamento: vai ter um papel tão importante quanto o de seus pais.

Em caso de crianças maiores, essa preocupação deve estar ainda mais presente:

- As crianças costumam se vincular de forma ainda mais forte por medo inconsciente de um novo abandono. Apenas uma relação bem madura entre mãe e filho pode equilibrar essa insegurança.

Mas às vezes o destino se encarrega de antecipar os fatos. Pediatra, Maria Noemi Mac Culloch, era solteira quando recebeu, no Hospital da Funabem, em que trabalhava, um bebê abandonado pelos pais que despertou sua compaixão. Ela entrou com o pedido de adoção e conseguiu a guarda de Pedro Ivo, que hoje tem 12 anos. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, homens e mulheres acima dos 18 anos podem adotar uma criança independentemente de seu estado civil.

- Desde a primeira vez que o peguei nos braços, senti que era meu filho. De repente, me vi invadida de um amor muito grande por aquela criança que nunca tinha visto. Minha capacidade de amar, de me dar cresceu muito. Sinto como se ele tivesse nascido mesmo de mim, é meu filho - resume Maria Noemi.

Na minha família, tanto pelo lado paterno quanto materno, tenho vários parentes adotivos, irmãos, tios, primos, e posso dizer que o amor não é diferente em relação a um consangüíneo. Percebo que ainda existe um preconceito em relação à adoção, e muitos casais tentam deseperadamente engravidar, às vezes correndo riscos, mas não dão um passo em direção à adoção que lhes deixaria realizados como pais! Um grande abraço para Andréa, Mônica e José Victor, meus irmãos.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Tecendo o Fio do Destino


“Destino?

Agulha no palheiro

onde o homem se procura

O tempo inteiro”

Lindolfo Bell



Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos.

Este curso tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte, como aquarela, modelagem em argila, tear, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro.

Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.



O curso será coordenado por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Terá a duração de 10 encontros mensais e será realizado no Instituto Gaia, à Rua Almirante Alexandrino, 2495A, Santa Teresa, Rio de Janeiro. O primeiro encontro será em 24 de novembro de 2007, de 8:30h às 17h. O investimento para cada módulo será de R$80,00 (já incluído o material). As vagas são limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 9254-4866 ou pelo e-mail marceloguerra@terapiabiografica.com.br



Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga? (Leonardo Boff)

segunda-feira, setembro 10, 2007

Tecendo o Fio do Destino


Em breve iniciarei um novo curso, com workshops uma vez por mês. De início, haverá grupos em Nova Friburgo, Bom Jardim e Niterói. Ainda estou arranjando os locais e datas, e informarei assim que estiverem definidos. Partindo do pressuposto de que existe um destino, como uma missão para a qual nascemos, e que a vida tem um sentido, vamos trabalhar sobre os fatos de nossas vidas, buscando o fio de destino. Este trabalho será feito com palavras e arte, como aquarela, modelagem em argila, tear, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro. Logo informarei mais detalhes para começarmos, mas quem tiver interesse em participar e quiser mais informações, entre em contato pelo meu e-mail: marceloguerra@gmail.com

Em grupo, nossas vidas parecem mais claras para nós mesmos. Fica um poema de João Cabral de Mello Neto:


Tecendo a Manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.


E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto

quinta-feira, agosto 23, 2007

Estudos revelam como dependência de álcool e cocaína é mais grave em jovens


Publicada em 23/08/2007 às 06h42m
Roberta Jansen - O Globo
RIO - As mesmas substâncias presentes no cérebro dos adolescentes que os tornam mais ousados e destemidos nessa fase da vida são responsáveis também por deixá-los mais vulneráveis a drogas como a cocaína e o álcool. Novas pesquisas realizadas por grupos da USP revelam os mecanismos que fazem com que a dependência seja mais grave em jovens do que em adultos.
Trabalho desenvolvido no Laboratório de Farmacologia Comportamental e Neuroquímica da USP, pelo grupo da pesquisadora Rosana Camarini, mostra que camundongos adolescentes submetidos a cocaína ou álcool apresentam respostas comportamentais e neuroquímicas diferentes daquelas de animais adultos. Os resultados sugerem que o mesmo aconteceria em seres humanos.
- Nosso objetivo é estudar as diferenças entre adolescentes e adultos nas respostas a algumas drogas de abuso - explicou Rosana, que apresentará o estudo hoje na XXII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental, em São Paulo. - Começamos a estudar isso porque existem diferenças de desenvolvimento. Algumas estruturas do cérebro ainda não estão totalmente desenvolvidas nos mais jovens, como o córtex pré-frontal, responsável, entre outras coisas, pela tomada de decisões e a agressividade.
Além disso, existe uma diferença neuroquímica importante entre o cérebro do adolescente e o do adulto, relacionada à concentração de dopamina, um neurotransmissor relacionado à motivação e à impulsividade. A presença da substância é reduzida à medida que a pessoa envelhece.
- A maior concentração da dopamina e o córtex pré-frontal ainda não totalmente desenvolvido são, em parte, responsáveis pelo comportamento mais impulsivo dos adolescentes.
Ocorre que, embora por mecanismos diferentes, tanto o álcool quanto a cocaína induzem um aumento da concentração de dopamina no cérebro. A pesquisa mostrou que os animais jovens tratados com cocaína apresentam maior excitabilidade locomotora do que os adultos. Eles também liberam mais dopamina (neurotransmissor estimulante) na parte do cérebro que controla as sensações de dependência, recompensa, prazer e motivação - o que sugere uma expectativa maior pela droga.
- Observamos que quanto mais cedo o jovem entra em contato com a droga, maior a possibilidade de se tornar dependente - disse a pesquisadora. - E uma das hipóteses para que isso ocorra é o fato de já ter naturalmente uma maior concentração de dopamina.

quarta-feira, julho 04, 2007

Afinal, o que é o Processo de Ser?


O Processo de Ser é uma forma de terapia em grupo em que é buscado o entendimento das condições que nos trouxeram até a situação que estamos vivendo hoje e que nos aflige. Este entendimento só pode ser conseguido a partir de fatos da própria vida e não de teorizações. Para isso, não basta só falar, mas fazer e sentir, portanto a arte é fundamental neste processo.

Em Nova Friburgo, os encontros são mensais, no primeiro sábado de cada mês, pela manhã, e as inscrições são feitas antecipadamente pelo telefone (22)9831-3393.



Perguntas freqüentes:

1.

Que formas de arte são usadas?

Usamos modelagem em argila, trabalhos com elementos da natureza, como folhas, flores e pedras, aquarela, desenho com giz de cera, tecelagem, etc.
2.

Não seria melhor só falar, sem precisar sujar as mãos com barro ou tinta?

Fazer arte, sem ser artista, é o grande diferencial deste trabalho, porque aquilo que está inconsciente vem à tona mais facilmente enquanto transformamos fatos de nossas vidas em peças artísticas. Não só detalhes dos fatos, mas os sentimentos a eles conectados. E mais: através da arte, conectamos mais facilmente a criança que mora dentro de nós, criando um clima que permite trazer lembranças, mas com uma certa leveza infantil.
3.

Para quê falar de minha vida para estranhos, se posso falar com amigos sobre isso?

A escuta numa sessão de terapia em grupo obviamente é diferente da que se dá numa roda de amigos, afinal de contas naquele momento todos estão empenhados em falar, ouvir, se dedicar enfim, ao entendimento de nossas vidas e à busca de mudanças que forem necessárias.
4.

O que significa “equilibrar o pensar, o sentir e o agir”?

Não é simplesmente falar, há um método, em que buscamos entender os fatos em seus diferentes aspectos de forma ordenada, separando os fatos objetivamente (pensar), depois buscando as emoções e sentimentos (sentir) a eles associadas e, por último, elaborando propostas de mudanças possíveis e prováveis para si mesmo (agir).
5.

Se você tiver alguma pergunta, escreva para marceloguerra@gmail.com e você a verá respondida aqui.

O Processo de Ser - Vivência em Grupo


“Todo ser vivo está em processo, que é simplesmente o fluxo, o curso de sua jornada de vida. Tais processos são tanto arquetípicos - compartilham padrões comuns a todos os seres, tais como gestação, nascimento, morte e ressurreição - quanto exclusivos de cada ser em particular.”

Allan Kaplan (Artistas do Invisível)

O objetivo dessa vivência é tornar consciente o processo de ser de cada um, para que o indivíduo torne-se responsável pela sua própria evolução, em vez de apenas sujeitar-se a ela.

Em todos os mitos e contos de fadas há um momento em que o herói ou a heroína percebe um chamado e inicia uma aventura da qual voltará transformado(a). Assim também ocorre na vida, afinal os mitos e contos de fadas são somente representações do que passamos na vida.
Este é um chamado para uma aventura para dentro de sua própria história de vida, que terminará trazendo à tona um melhor conhecimento daquilo que você é, de suas qualidades e fragilidades, permitindo que você elabore esses elementos e dê um novo rumo à sua vida.

As atividades visam a equilibrar as três esferas do ser: o pensar, o sentir e o agir. Para isso, lançamos mão de atividades artísticas e corporais e da fala.

Coordenação: Marcelo Guerra, médico, biógrafo em formação

Encontros mensais, sábados pela manhã.

Investimento: R$80,00 por mês
Informações e inscrições: (22) 9831-3393